homem apoiado na barra depois de treinar
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Overtraining

Overtraining

Escutamos em diversas fontes, famosas ou não, referenciadas ou não, confiáveis ou não, que no fisiculturismo não existe overtraining.
Se isso fosse verdade, não veríamos físicos que perdem seu tônus e viço por erros de estímulo, bem como atletas que perdem a condição mental necessária para se manterem competindo ou treinando em nível competitivo.
Também as pequenas manifestações que se apresentam como modificação do paladar, alteração dos processos de fome e saciedade, do ciclo de sono e vigília, bem como na motivação versus capacidade de manter a disciplina que vemos tão frágeis em certas oportunidades.
A questão é: sabemos identificar um estado de excesso de treinamento ou overtraining?

Overtraining

A Educação Física começa a abordar esse tema de forma bem precoce com seus profissionais: na fase da graduação.
Essa abordagem é feita através da identificação da existência de um referencial de capacidade de realização de trabalho e custo de energia dispendida, que se caracteriza e se entende como carga interna e carga externa.
É ensinado de forma precoce ao professor que, uma vez profissional de educação física, uma de suas tarefas mais importantes é saber identificar a representação física de capacidade individual de uma pessoa a ser treinada, para se definir a quantidade de trabalho que é necessária, adequada, possível e excessiva a ser feita.
A estimativa da carga interna dá ao treinador a possibilidade de programar a carga externa – algo que pode ser representado de forma muito rudimentar pela avaliação imediata que determina os tipos: iniciante, intermediário ou avançado.

Treino em excesso

O excesso de treino pode se manifestar de formas diferentes: uma necessidade de maior tempo de recuperação (que pode se estender até um tempo em que haveria destreinamento se fosse obedecido…), a incapacidade de completar o estímulo em seu volume ou intensidade, ou ainda, sintomas como a indisposição de fazê-lo – lembrando que o overtraining começa pelo sistema nervoso central e depois atinge o aparelho locomotor.

Dieta

Alterações de dieta também podem levar a um overtraining, que não será caracterizado somente pela incapacidade física ou mental de treino, mas também por uma manutenção da capacidade física diante de estímulos progressivos, afinal estar em condição de sobre-treinamento (overtraining) significa que a capacidade do físico responder é perdida, ainda que alguma capacidade física permaneça.
A baixa caloria pode provocar, sustentar ou piorar uma condição de overtraining no que tange à incapacidade de realização de atividade física ou a incompetência orgânica de se reagir ao treinamento.

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Diagnósticos

Assim, há de se entender que muitos profissionais, a partir de uma visão preconcebida do quadro de overtraining, pictórica às vezes, deixam de fazer diagnósticos claros de incapacidade de treino ou de resposta a ele porque o nome “overtraining” se estigmatizou com o endurance e contaminou o bodybuilding com um quadro clinico que nada poderia ter relação, já que o estimulo esportivo é outro.
Olhe ao seu redor: muitos, concordo, não têm resultados porque lhes falta orientação, outros tantos porque lhes falta vontade – contudo, dentre estes e aqueles, há os que tem informação, direcionamento e motivação mas que inexplicavelmente não evoluem como mereceriam e que até agora, ninguém sabe explicar.
Talvez agora você possa…

Doutor Paulo Muzy | Responsável Técnico pela Clínica Muzy
CRM-SP 115.573 | RQE 35.320
Professor Titular de Ciências do Exercícios da Escola Paulista de Ciências Médicas
Médico da IFBB (International Federation of Bodybuilding and Fitness)
Formado em Medicina pela Escola Paulista de Medicina (Universidade Federal de São Paulo)
Especialista em Ortopedia e Traumatologia UNIFESP 2007

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