Tabela de Treino de Musculação do Iniciante para o Intermediário
Você está começando na musculação e deseja evoluir para um estágio intermediário? Quer deixar para trás os treinos básicos e abraçar um programa mais avançado que maximize seus resultados e leve sua hipertrofia ao próximo nível?
A transição de um treino básico para um treino ABCDE é um passo importante para qualquer pessoa que deseja alcançar resultados significativos. Essa abordagem, que trabalha um grupo muscular específico por dia, proporciona um estímulo mais intenso e um tempo de recuperação adequado, fatores essenciais para o crescimento muscular.
Neste post, vamos apresentar uma tabela de treino elaborada pelo renomado ex-fisiculturista profissional Eduardo Corrêa, especialmente desenvolvida para ajudar iniciantes a evoluir para um estágio intermediário.
Biotipo corporal: entenda seu corpo para treinar melhor
Quando o assunto é treino, muita gente tenta se encaixar em caixinhas como ectomorfo, mesomorfo ou endomorfo. Mas será que isso realmente define como vocês devem treinar?
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Na prática, o corpo é muito mais complexo do que essas classificações. Fatores como metabolismo, alimentação, rotina e até o psicológico influenciam muito mais do que um “rótulo físico”.
Então bora usar os biotipos da forma certa: como uma referência inicial, e não como regra fixa. O que manda mesmo é individualidade e consistência.
“Essas classificações como ectomorfo, mesomorfo e endomorfo não devem ser usadas como regra para montar treino ou dieta, o que realmente importa é como o corpo de cada pessoa responde na prática.”
Paulo Muzy
Ectomorfo: dificuldade no ganho de massa
O ectomorfo costuma ser associado a pessoas com dificuldade para ganhar massa e metabolismo mais acelerado. Mas nem todo mundo magro é, de fato, ectomorfo, e esse é um erro comum dentro do mundo fitness.
Por isso, mais importante do que o rótulo é observar a resposta do próprio corpo ao longo do tempo. Se mesmo com treino estruturado e alimentação ajustada o ganho de peso é lento, já dá um indicativo claro de como direcionar a estratégia.
A base do treino precisa girar em torno de exercícios compostos como supino, agachamento, levantamento terra e desenvolvimento. Trabalhar com carga progressiva, controlar bem a execução e buscar intensidade em cada série é o que vai gerar estímulo real para hipertrofia.
Também vale atenção ao volume de treino. Fazer demais pode prejudicar a recuperação e limitar os ganhos, então o ideal é manter um equilíbrio entre estímulo e descanso, sempre priorizando qualidade ao invés de quantidade.
A alimentação tem um papel direto no resultado. Manter um consumo calórico acima do gasto, com boas fontes de proteína, carboidrato e gordura, é o que sustenta o crescimento muscular ao longo das semanas.
A suplementação entra como suporte para facilitar esse processo. Whey protein, creatina e até hipercalóricos podem ajudar a atingir as metas nutricionais e melhorar a recuperação, deixando o corpo pronto para evoluir treino após treino.
Mesomorfo: facilidade para evoluir
O mesomorfo costuma ser visto como o perfil que responde rápido ao treino, com mais facilidade para ganhar massa muscular e reduzir gordura. Mas essa ideia pode enganar, já que resultado ainda depende de consistência e direção correta.
Mesmo com uma resposta mais rápida, é fundamental observar como o corpo reage a diferentes estímulos. Nem todo mesomorfo evolui da mesma forma, e ajustar treino e alimentação continua sendo necessário para manter progresso.
Uma boa estratégia é variar os estímulos ao longo da semana. Combinar treinos de força com hipertrofia, usar técnicas como bi-set, drop set e controlar o tempo de descanso ajuda a continuar gerando adaptação.
A progressão de carga também precisa ser levada a sério. Conforme o corpo se adapta, aumentar a intensidade do treino é o que mantém a evolução ativa e evita estagnação.
Outro ponto importante é não negligenciar a alimentação. Mesmo com facilidade para evoluir, consumir proteína suficiente e ajustar carboidratos faz diferença direta na qualidade do ganho de massa.
A recuperação fecha o ciclo. Dormir bem, respeitar o descanso entre treinos e, se necessário, contar com suplementação como whey protein e creatina ajudam a sustentar performance e evolução ao longo do tempo.
Endomorfo: foco na definição e controle
O endomorfo costuma ser associado a pessoas com maior facilidade para ganhar peso, principalmente gordura. Mas assim como nos outros casos, isso não define tudo, e olhar só para esse rótulo pode atrapalhar mais do que ajudar.
O ponto principal é entender como o corpo responde aos estímulos. Se há tendência ao acúmulo de gordura, o caminho passa por ajustar treino, alimentação e rotina de forma mais estratégica.
No treino, a combinação de força com alto gasto energético faz diferença. Exercícios como agachamento, levantamento terra e supino devem ser base, junto com estratégias como circuito, bi-set e redução de descanso entre séries.
A frequência de treino também pode ser um diferencial. Treinar mais vezes na semana, com boa organização de grupos musculares, ajuda a manter o metabolismo mais ativo e aumentar o gasto calórico.
A alimentação precisa caminhar junto com esse objetivo. Controlar a ingestão calórica, priorizar proteínas e ajustar carboidratos de acordo com o nível de atividade são atitudes que impactam diretamente nos resultados.
A suplementação pode ajudar nesse processo. Whey protein contribui para manter a massa muscular, enquanto estratégias bem ajustadas de dieta e treino garantem evolução consistente ao longo do tempo.
Tabela feita por quem entende de treino
Eduardo Corrêa da Silva, é ex-fisiculturista profissional brasileiro nascido em 20 de junho de 1981, em Florianópolis, Santa Catarina. Sua carreira começou aos 19 anos com uma vitória em um campeonato estadual. Ele ganhou o Campeonato Brasileiro em 2002 e 2004 na categoria meio-pesado.
Corrêa também venceu o NABBA Mr. Universo e o título mundial da IFBB na categoria até 75 kg em 2007, o que lhe rendeu o direito de competir como profissional.
Com 8 participações como finalista do Mr. Olympia, consagrou-se como um dos principais competidores da categoria 212, principalmente para o segundo lugar em 2012.

Tabela de Treino ABCDE Personalizada
O atleta Eduardo Corrêa é conhecido por sua dedicação e suas conquistas no fisiculturismo, e agora ele compartilha com você uma rotina de treino eficaz que vai transformar seu corpo e acelerar seus resultados.
A seguir, apresentamos um plano de treino dividido por dias da semana e grupos musculares. Cada dia é dedicado a um grupo muscular específico, com exercícios variados para garantir um desenvolvimento equilibrado.
Além disso, é importante focar na execução correta de cada exercício para maximizar os resultados e prevenir lesões.
| Dia | Grupo Muscular | Exercícios | Séries x Repetições |
|---|---|---|---|
| Dia 1 | Peito + Panturrilhas | Crucifixo reto (máquina ou cabo) | 3 x 12–15 |
| Supino inclinado com halteres | 3 x 10–15 | ||
| Supino máquina (preferência inclinado) | 3 x 10–12 | ||
| Supino reto (barra guiada ou halteres) | 3 x 10–15 | ||
| Cross Over | 4 x 15 | ||
| Paralela | 4 x até a falha concêntrica | ||
| Panturrilhas (máquina à escolha) | 6 x 20 | ||
| Dia 2 | Costas | Remada curvada com barra | 5 x 8–12 |
| Remada com halteres | 3 x 12 | ||
| Puxador frente | 5 x 10–15 | ||
| Remada máquina | 3 x 12 | ||
| Remada baixa com cabo | 3 x 12 | ||
| Pullover | 5 x 15 | ||
| Dia 3 | Quadríceps, Posterior e Panturrilhas | Cadeira extensora | 4 x 20 |
| Agachamento | 3 x 8–15 | ||
| Leg Press | 4 x 15 | ||
| Cadeira flexora deitada | 3 x 15 | ||
| Cadeira flexora sentada | 3 x 12–15 | ||
| Leg Stiff | 3 x 12 | ||
| Panturrilhas (máquina à escolha) | 6 x 20 | ||
| Dia 4 | Ombros + Panturrilhas | Elevação lateral com cabo | 3 x 15 |
| Elevação lateral com halteres | 3 x 15 | ||
| Desenvolvimento na máquina | 5 x 8–15 | ||
| Elevação lateral na máquina | 3 x 15 | ||
| Elevação frontal com halteres | 3 x 12 | ||
| Crucifixo invertido (cabo ou máquina) | 5 x 12 | ||
| Panturrilhas (máquina à escolha) | 6 x 20 | ||
| Dia 5 | Braços | Rosca direta no cabo | 4 x 12 |
| Rosca direta com halteres | 4 x 10–12 | ||
| Rosca Scott | 4 x 10–12 | ||
| Extensão tríceps no cabo | 4 x 15 | ||
| Extensão tríceps na máquina | 4 x 15 | ||
| Supinado ou paralela na máquina | 4 x 10–15 |
Como identificar seu nível de experiência nos treinos
Muita gente acredita que o tempo de academia define o nível de experiência, mas a realidade é um pouco mais complexa. Treinar há anos não significa, necessariamente, estar em nível avançado. O que realmente conta é a consistência, a evolução ao longo do tempo e como o corpo responde aos estímulos.
Um dos primeiros pontos a observar é o tempo de treino contínuo, sem grandes pausas. Parar por meses pode fazer o corpo regredir, exigindo uma volta mais gradual. Em muitos casos, mesmo quem já treinou antes precisa retomar como iniciante para evitar lesões e readaptar o organismo.
Além disso, existem alguns critérios práticos que ajudam a entender melhor o nível atual. Não é sobre achismo, é sobre observar sinais claros no próprio treino:
- Tempo total de treino consistente;
- Períodos de pausa ou interrupção;
- Nível de força em relação ao peso corporal;
- Domínio da execução dos exercícios.
“Definir seu nível de treino não depende de um único fator, é preciso considerar quanto tempo você treina, se teve pausas e como está sua força hoje.”
Outro fator que pesa muito é a expectativa. Muita gente acha que está em um nível mais avançado do que realmente está, e isso acaba atrapalhando o progresso. Ajustar essa visão é essencial para treinar com mais inteligência, respeitar o próprio momento e evoluir de forma consistente ao longo do tempo.
Lista dos exercícios
Dia 1 – Peito
- Crucifixo reto máquina ou cabo 3 x 12-15
- Supino inclinado halteres 3 x 10-15
- Supino máquina (preferência inclinado) 3 x 10-12
- Supino reto barra guiada ou halteres 3x 10-15
- Cross over 4x 15
- Paralela 4 x até a falha concêntrica
- Panturrilhas 6 x 20 máquinas a sua escolha

Dia 2 – Costas
- Remada curvada c barra 5x 8-12
- Remada halteres 3 x 12
- Puxador frente 5 x 10-15
- Remada máquina 3 x 12
- Remada baixa cabo 3 x 12
- Pullover 5 x 15

Dia 3 – Perna completa
- Cadeira extensora 4x 20
- Agachamento 3 x 8-15
- Leg press 4 x 15
- Cadeira flexora deitada 3 x 15
- Cadeira flexora sentada 3 x 12-15
- Leg stiff 3x 12
- Panturrilhas 6 x 20 máquina (a sua escolha)

Dia 4 – Ombros
- Elevação lateral cabo 3 x 15
- Elevação lateral halteres 3 x 15
- Desenvolvimento máquina 5 x 8-15
- Elevação lateral máquina 3 x 15
- Elevação frontal halteres 3 x 12
- Crucifixo invertido (cabo ou máquina) 5 x 12
- Panturrilhas: 6 x 20 máquinas a sua escolha

Dia 5 – Braço completo
- Rosca direita cabo 4 x 12
- Rosca direta halteres 4 x 10-12
- Rosca Scott 4 x 10-12
- Extensão tríceps cabo 4 x 15
- Extensão tríceps máquina 4 x 15
- Supinado ou paralela máquina 4 x 10-15

A recuperação muscular depende do descanso adequado, sendo crucial para o desenvolvimento e a prevenção de lesões. No treino ABCDE, é importante deixar pelo menos um dia de descanso após completar a rotina semanal antes de iniciar o ciclo novamente.
esse intervalo permite que os músculos se recuperem e se fortaleçam, otimizando os resultados e garantindo uma progressão constante. Lembre-se, o descanso é tão essencial quanto o próprio treino para alcançar a hipertrofia desejada.
Dicas de como render mais nos treinos
Render mais no treino não é só sobre treinar mais pesado, é sobre treinar melhor. Muita gente se esforça, mas não evolui porque erra em pontos básicos como progressão de carga e alimentação.
Um dos fatores que mais impactam desempenho é a disponibilidade de energia. Treinar em déficit calórico dificulta o ganho de massa e limita a evolução de carga, o que trava o progresso ao longo do tempo.
Outro ponto chave está na progressão de carga. Se o peso não aumenta com o passar das semanas, o corpo não tem motivo para evoluir. E aqui entra um erro comum, tentar subir carga rápido demais e acabar travando.
Existem algumas estratégias simples que já fazem diferença direta no rendimento:
- Aumentar a carga de forma gradual, sem saltos grandes
- Manter controle total da execução, sem roubar movimento
- Evitar falha técnica em todas as séries
- Preservar energia para manter qualidade ao longo do treino
“A evolução no treino depende de progressão de carga e constância, e isso só acontece quando você aumenta o peso de forma gradual e mantém qualidade na execução.”
Paulo Muzy
Pequenos aumentos de carga são o que realmente destravam evolução. Subir de 2 a 5 kg pode parecer pouco, mas ao longo das semanas isso se transforma em ganhos reais de força e hipertrofia.
Além disso, saber a hora de parar também influencia no rendimento. Forçar além do limite técnico pode prejudicar as próximas séries e reduzir a qualidade do treino como um todo. Manter consistência e controle gera muito mais resultado no longo prazo.
Suplementos para Ganho de Massa Muscular
No universo do fisiculturismo e da prática de exercícios físicos, a busca por um corpo ideal e bem definido é uma meta comum entre entusiastas do fitness e atletas dedicados.
A conquista de uma massa muscular significativa requer um equilíbrio entre treinos intensos, uma dieta equilibrada e o uso estratégico de suplementos.
Neste contexto, conhecer os suplementos adequados pode ser decisivo para otimizar os resultados e atingir os objetivos desejados. Vamos explorar os principais suplementos que podem ajudar no ganho de massa muscular e entender como cada um deles contribui para a construção de um físico saudável.
Carboidratos
Os carboidratos são macronutrientes essenciais que fornecem energia para o corpo. Eles são importantes para fornecer energia durante treinos intensos, ajudar a manter níveis adequados de glicose durante exercícios prolongados e auxiliar na recuperação pós-treino.
Consumir carboidratos antes do treino ajuda a fornecer a energia necessária, enquanto após o treino e associado com proteínas, otimiza a recuperação e o reparo muscular.
Hidratação
A água é essencial para todas as funções corporais, incluindo a regulação da temperatura e a entrega de nutrientes às células musculares. Por isso, é recomendado manter-se hidratado ao longo do dia, especialmente durante e após os treinos.
Além disso, os eletrólitos, como sódio, potássio e magnésio, são indispensáveis para a contração muscular e a prevenção da fadiga. Repor eletrólitos perdidos através da transpiração é ideal para o desempenho e a recuperação muscular.
Uma forma de reposição é através de bebidas esportivas ou suplementos, especialmente após treinos intensos.
Proteínas
O Whey Protein é um suplemento proteico derivado do soro do leite, conhecido por sua rápida absorção. É ideal para ser consumido após o treino, fornecendo aminoácidos essenciais para a reparação e crescimento dos tecidos musculares.
Ainda, pode ser consumido também em lanches ao longo do dia para atingir a meta diária de proteína.
Outro suplemento importante é a Albumina, derivada da clara do ovo. É rica em aminoácidos essenciais e auxilia na síntese proteica e na manutenção dos tecidos musculares.
A albumina pode ser consumida em shakes e receitas, sendo recomendado distribuí-la ao longo do dia para otimizar seus benefícios.
Aminoácidos Essenciais (BCAAs)
Os BCAAs (Aminoácidos de Cadeia Ramificada) incluem leucina, isoleucina e valina, que são aminoácidos essenciais para o corpo. Eles desempenham um papel crucial na síntese proteica e no reparo muscular.
Consumir BCAAs, especialmente após o treino, ajuda a reduzir a degradação muscular e acelera a recuperação. A leucina, um dos BCAAs, pode ser consumida de forma isolada para estimular ainda mais a síntese proteica.
Creatina
A creatina é um composto natural encontrado no corpo e em alguns alimentos. Ela aumenta a disponibilidade de energia para atividades de alta intensidade, melhora a força e o volume muscular, e contribui para a síntese proteica.
Para obter seus benefícios, a creatina deve ser consumida diariamente, mesmo em dias sem treino, para manter níveis adequados nos músculos.
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